Rio São Francisco

Rio São Francisco, o Rio da Integração Nacional

O Rio São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro. Com cerca de 2.800 km de extensão, esse rio nasce na Serra da Canastra, em São Roque de Minas (MG) e escoa no sentido Sul-Norte pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso para o Sudeste, chegando até sua foz no Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe, abrangendo assim cinco estados.

Ao longo de seu percurso, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai das cabeceiras até Pirapora (MG); o Médio, de Pirapora até Remanso (BA); o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso (BA); e o Baixo, de Paulo Afonso até a Foz. O clima varia entre os trechos. No curso alto o clima é úmido, com bom índice de chuvas.

À medida que penetra na região semiárida (cursos médio e submédio) a pluviosidade é baixa, a evaporação é elevada e o clima torna-se cada vez mais seco. Na região da foz o clima torna-se úmido novamente, com maior quantidade de chuvas.

A bacia hidrográfica do São Francisco ocupa uma área de aproximadamente 640 mil km², abrangendo o estado de Goiás e o Distrito Federal, além dos estados abrangidos diretamente pelo rio São Francisco. A bacia contempla fragmentos dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.

É formada também pelos 168 afluentes do São Francisco, sendo que muitos são temporários, mas a maioria é perene. Os rios Abaeté, Paracatu, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande são os principais afluentes e localizam-se na margem esquerda. Na margem direita destacam-se os rios Pará, Paraopeba, das Velhas e Verde Grande.

O rio São Francisco tem uma enorme importância para o desenvolvimento do Nordeste. Nas regiões do Alto, Médio e Submédio existe a presença de indústrias e agroindústrias. As cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) passam por um grande desenvolvimento devido a agricultura irrigada pelo rio e são regiões importantes na produção de frutas. Na região do Baixo São Francisco a economia ribeirinha baseia-se principalmente na agropecuária e pesca. O rio oferece também condições de navegação o ano inteiro.

A fauna de peixes da bacia do São Francisco é bastante rica. Entre os peixes nativos da bacia destacam-se o surubim (Pseudoplatystoma corruscans), dourado (Salminus brasiliensis), pacamã (Lophiosilurus alexandri), piau (Leporinus obtusidens) e curimatã–pacu (Prochilodus argenteus).

O rio São Francisco enfrenta sérios problemas ambientais. A presença de usinas hidrelétricas alterou a vazão normal do rio e de seus tributários, além de provocar o assoreamento do rio com a retirada da vegetação em volta dele. A poluição, causada pelo lançamento de efluentes residenciais e industriais nas calhas do rio e de seus afluentes, é outro principal problema.

Possuindo mais de 2.800 quilômetros de extensão, o rio São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro, passando por cinco estados do Brasil.

Desta forma, é conhecido como o rio da integração nacional, tendo em vista que passa por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Assim, acredita que este curso d’água consegue unir culturas e outros aspectos de várias regiões do país.

 

 

Dados hidrográficos principais:

  • – Caudal médio: 2.940 m³/segundo.
  • – Área da Bacia: cerca de 640 mil quilômetros quadrados.
  • – Altitude da nascente: cerca de 1.200 metros.
  • – Quantidade de cidades por onde passa: 521

Curiosidade:

O rio São Francisco também é conhecido como rio da integração nacional, pois ele passa por vários estados brasileiros, unindo aspectos de diversas culturas regionais do B

Primeiras navegações

A descoberta do rio é referida à expedição feita por Américo Vespúcio, na foz do flume, no ano de 1501. Porém, foi só no dia 4 de outubro deste mesmo ano, que o navegador, ao lado de André Gonçalves, realizou uma expedição de reconhecimento do rio.

Por esta razão, o nome São Francisco foi atribuído a este curso de água natural, pois esta foi a forma encontrada pelos navegantes  de homenagear o santo católico de mesmo nome, comemorado nesta data.

Mas, apesar do nome atribuído pelo navegadores, o rio já era um antigo conhecido dos índios Xakriabá, os quais o chamavam de Opará, nome que significa algo semelhante a “rio-mar”, devido ao percurso feito pelo São Francisco. Atualmente, também é conhecido como o “Velho Chico”, devido ao seu tempo de existência.

Características do rio

A nascente do rio São Francisco fica na Serra da Canastra, localizada no município de São Roque de Minas, nas mediações centro-oeste de Minas Gerais. Depois, parte no sentido da Bahia, passando pelo norte de Pernambuco.

Já no final de seu percurso, estende-se em uma divisa natural pelos estados de Sergipe e Alagoas, desaguando no oceano Atlântico. Entre este percurso, o Velho Chico atravessa 521 municípios brasileiros.

Por esta razão, passa por diversas condições geográficas, climáticas e naturais. Além do São Francisco, que é o rio principal desta bacia hidrográfica,  existem outros rios afluentes, como: Abaeté, das Velhas, Paraopeba, Jequitaí, Paracatu, Verde Grande, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande.

Fonte rica de água

Toda esta extensão faz deste rio uma fonte de sobrevivência para as comunidades que vivem nas regiões por onde ele passa. Para se ter uma ideia, já foram feitas usinas hidrelétricas como a de Paulo Afonso, Três Marias, Xingó, Sobradinho e Itaparica.

Além disso, o Velho Chico é utilizado para outras atividades econômicas, como navegação, transporte, turismo, irrigação de plantações e pesca. Por ser tão rico em água, o rio está entre uma mega obra do governo federal que visa a sua transposição, isto é, interferir no percurso do rio para abastecer regiões afetadas pela seca na região do Nordeste do país.

 

 

 

 

 

 

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